De pasos adiante

Apresento-me como candidato para formar parte do “Consello Cidadán” de Podemos em Galiza. É um paso complexo para mim, pero dou em fazelo numha mistura de sensaçons: ilussom, responsabilidade e consciencia. E, como nom reconhece-lo, algo de vértigo. Dou este paso desde a ilussom de pensar que existem as condiçons para que, comezando pola escala municipal e continuando polos diferentes niveis de Poder que hai na esfera institucional, sejamos capaces de artelhar, entre todas e com todas, o Cambio político e a Revoluçom Democrática que desde umha maioría social plural desejamos e esiximos. Por primeira vez (provavelmente desde 1932) existe, no Pais e no Estado, um espaço social maioritario (com umha composiçom política, olho, plural e complexa) que demanda um Cambio e no que milheiros de pessoas estám dispostas a apostar, desde a generosidade, a implicaçom colectiva e a corresponsabilidade, por construir umha gobernanza democrática, dos e das de abaixo, umha sorte de Unidade popular e cidadá. E aí, tratando de imbricar também a ferramenta Podemos nesse espaço amplo, diverso e rico, é onde no caso de que saira(mos) elexido(s), vou tratar de estar.
Dou este passo desde a responsabilidade que, tendo sido umha das pessoas que promeveu e asinou o manifesto Mover Ficha que deu carta de nascemento a Podemos, sinto nos ultimos meses por aportar para fazer de Podemos a nivel galego umha ferramenta aberta e ao serviço das necesidades de este povo. E dou-no, é importante aclara-lo, com a intençom de ajudar a que desde o proprio Podemos se entenda Podemos como umha ferramenta, fundamental agora mesmo, si, pero umha ferramenta de ferramentas, que tem que dialogar e, no seu caso, artelahar-se com outros dispositivos (sociais e políticos) que também dotam de contido, capacidade de intervençom política e incidencia as demandas dos e das de abaixo, de esso que damos em chamar maioria social.
E o fago, finalmente, desde a consciencia das enormes condiçons de posibilidade e potencialidades, pero também controversias, que umha ferramenta como Podemos abre, no nosso país, num marco adverso no que pessie a perda de dereitos, a selvagem recentralizaçom e um processo constituinte desde arriba, existe cidadanía organizada que está artelhando um auténtico asalto institucional. O cambio político em Galiza precissa, penso eu, dum Podemos aberto. E Podemos precissa, penso eu, abrir-se se quere ser umha ferramenta para acelerar a transformaçom política que em Galiza tem que se dar. Um Podemos como o que propóm Claro Que Podemos Galicia. Um Podemos sem medo pero humilde, atravessado pola cidadanía, si, pero também atento e predisposto ao diálogo constante com os actores sociais e políticos que existem no tezido galego e, polo tanto, sensivel as dinámicas e problemáticas propias que tem este pais e que so, entre todas e todos, vamos dar em superar. Sei que é umha decissom que hai gente que comprende e apoia, e que hai outra gente, companheirxs estimadxs dos movimentos ou das esquerdas, que nom acavam de comprender. Nos próximos días, tratarei de ir explicando as razons da mesma, as intençons e desejos que deito sobre esta candidatura e este processo e, as espectativas e linhas vermelhas que visualiço neste novo caminhar. Em nada vai alterar isto o meu compromisso com o processo municipalista, a Marea Atlántica, que vai mudar Corunha, nem muitos outros espaços nos que sigo e seguirei a participar. Seguimos. Com alegría e determinaçom, como diziam os e as partigiani na luita contra o fascismo e pola Democracia, ‘hai muitas trincheiras, pero nom nos emganhemos, so hai umha humanidade pola que luitar’.

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